
A investigação qualitativa estuda significados, experiências e processos; a quantitativa analisa variáveis medidas e relações numéricas. Escolha pela pergunta e pela conclusão que pretende sustentar. Depois defina recolha e análise. Os métodos mistos combinam ambas as abordagens com um plano explícito de integração dos resultados.
Quais são as diferenças práticas?
| Decisão | Qualitativa | Quantitativa |
|---|---|---|
| Objetivo | Compreender experiência e contexto | Estimar frequência, diferenças ou relações |
| Dados | Entrevistas, observações, documentos | Pontuações, medições, registos numéricos |
| Análise | Procedimento interpretativo fundamentado | Estatística descritiva e eventualmente inferencial |
| Limites | Contexto e escolhas de interpretação | Medição, seleção e pressupostos |
A University of Delaware compara processos. São possibilidades habituais, não fronteiras rígidas. A análise qualitativa também exige sistematização; os números precisam de interpretação.
Como varia a pergunta no mesmo tema?
O tema é o trabalho remunerado durante os estudos. Os exemplos são planos hipotéticos, não resultados de investigação realizada.
Qualitativa: Como descrevem estudantes do primeiro ano os conflitos entre horários laborais e preparação de exames? Pode planear entrevistas semiestruturadas com experiência relevante. Explique recrutamento, gravação, transcrição e análise. Contar palavras frequentes não constitui, por si só, análise temática.
Quantitativa: Qual a relação entre horas de trabalho semanais e pontuação de stress académico numa população definida? Determine período, operacionalização e adequação da escala à língua e ao grupo. Planeie a análise segundo os dados e pressupostos do método.
Mista: Que padrão numérico surge e como explicam os estudantes experiências diferentes? Entrevistas podem seguir um questionário. Justifique seleção e integração. Duas análises separadas não formam automaticamente um desenho misto convincente.
Como justificar a amostra?
Defina população, critérios e recrutamento. Uma grande amostra de conveniência não é automaticamente representativa. A amostragem aleatória e a atribuição aleatória a condições experimentais resolvem problemas distintos.
Justifique o tamanho quantitativo por objetivo de estimação ou teste, variabilidade, precisão ou potência. No qualitativo, considere amplitude da pergunta, diversidade e profundidade analítica. Não existe mínimo universal. Onwuegbuzie e Collins abordam a amostragem mista.
São necessárias hipóteses e pode afirmar causalidade?
Uma hipótese corresponde a uma expectativa fundamentada e testável sobre variáveis. Projetos quantitativos descritivos podem usar perguntas. As qualitativas são frequentemente abertas e coerentes com a abordagem.
Um questionário transversal com associação trabalho-stress não demonstra causa. Outras variáveis ou direção inversa podem intervir. Entrevistas selecionadas também não estimam a percentagem de uma experiência na população.
O que incluir na metodologia?
Descreva pergunta, justificação, contexto, seleção, instrumentos, recolha e análise. Explique informação, consentimento, proteção de dados e aprovações da instituição. Alterar nomes não anonimiza sempre relatos reconhecíveis. Discuta limitações de medição, recrutamento e interpretação. Preencha a ficha e consulte a orientação antes da recolha.
FAQ
A investigação qualitativa é mais fácil?
Não necessariamente. Recrutamento, transcrição e análise podem demorar.
Todo o questionário é quantitativo?
Não. Pode recolher números ou respostas abertas.
Quantos participantes são necessários?
Justifique o número pelo desenho e objetivo, não por um mínimo universal.
A correlação prova uma causa?
Não. É preciso desenho adequado e justificação adicional.
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